Quinta-feira, Dezembro 11, 2008

Ensaios de minha cegueira


Hoje eu entrei em pânico e nem estou falando de crise panicosa! Fui ao oftalmologista de descobri do nada que eu tenho uma anomalia na córnea e talvez um dia eu precise de um transplante. Tibuffffff, meu mundo caiu. Eu que sou viciado em males e doenças fiquei quase como uma criança pelada em uma manhã fria. Frágil.

Essa tal humanidade é mesmo podre, qualquer coisa o mundo desmorona, ao menos comigo é assim, sempre uma fortaleza e de uma hora para outra tomo um solavanco e caio na real. Mas tem nada não, demora meia hora, lustro minha armadura e pronto, me refaço de cavaleiro branco!

No final das contas é como diz o poeta, é melhor ser alegre que ser triste... e eu não vou ficar encucado com isso, ao menos vou tentar... e tentar verdadeiramente, não estou falando de vestir a minha armadura e ficar batendo joelhos cá por dentro, estou falando de me acalmar e esperar as coisas sem fazer dos meus dilemas maiores que são (draminha?? Adoooro)!

Quarta-feira, Dezembro 03, 2008

Eu não perdi o meu medo da chuva


Todo santo dia quando as nuvens começam a ficar escuras, que o vento frio entra pela porta do shopping começa o meu sofrimento!Imaginando que vai começar a chuva eu vou lamentando e olhando para o relógio quase como um tique nervoso, minuto a minuto. É! Eu tenho medo da chuva. Trabalhar no shopping Itatiaia e não ter medo da chuva é coisa que nem homem de muita fé consegue!

10 minutos de chuva e eu me sinto em Santa Catarina! É tanta água que desce essa rua q assusta qualquer cristão e até os não cristãos! As enxurradas de conquista inteira fazem uma conferencia nessa rua e ai é um caos! Nem entra e nem se sai aqui, vira uma ilha e ai só resta observar a chuva, a agua correndo, as vezes da para localizar um rato morto no meio da lama, passam também muitos sacos de lixo, das mais diversas cores desfilam pela avenida!

Não tem guarda chuvas, moto ou carro! Taxi?? aaahahaha, isso não te pertence mais!! Meia hora ate conseguir ligar para um serviço qualquer de disque taxi, meia hora para chegar, isso se o taxista não constatar que ele deve permanecer o mais longe possível desse leito de rio.
Sendo assim, eu NÃO PERDI O MEU MEDO DA CHUVA!

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Já é perseguição!


POR MERA CONHECIDENCIA ASSISTI UM FILME ESSA NOITE QUE FALA NAS ENTRELINHAS DO ENCANTAMENTO DO MOMENTO E DAS CONSEQUIÊNCIAS (deste). DOIS JOVENS CONHECEM UMA MULHER 11 ANOS MAIS VELHA E A CONVIDAR PARA UM PASSEIO NA PRAIA (DOIS DIAS DE VIAGEM ATE LA).

ELES QUERIAM MESMO ERA COME-LA E ASSIM O FIZERAM, MAS O ALNCE INTEIRO É QUE UMA AMIZADE ACABOU POR CAUSA DO ENCANTAMENTO COM ESSA GAROTA, ELA SEDUZIU, ELA QUIS, ELA SABIA O QUE ESTAVA FGAZENDOM COM CANCER (O QUE SÓ É REVELADO NO FINAL DO FILME), FADADA A MORRER ELA QUIS VIVER UMA AVENTURA E TEVE JUSTAMENTE O QUE QUERIA, ÀS CUSTAS DE UMA AMIZADE DE QUASE IRMÃOS.

MORAL DA HISTORIA, ENCANTA-SE POR UM MOMENTO E PAGA-SE PELA VIDA TODA.

(...)urante uma tarde festiva, dois jovens de 17 anos convidam uma mulher mais velha para uma viagem à praia. Após uma recusa inicial ela decide ir com os dois, sem saber que eles não conhecem o caminho e nem mesmo se a praia realmente existe. Recebeu uma indicação ao Oscar.(...)


Sinopse
Tenoch (Diego Luna) e Julio (Gael Garcia Bernal) são dois adolescentes de 17 anos que são controlados pelos seus hormônios e desejam se tornar adultos rapidamente. Em uma tarde festiva eles encontram Luisa (Maribel Verdú), uma garota espanhola 11 anos mais velha que eles e que é casada com o primo de Tenoch. Eles a convidam para uma viagem à praia de Boca del Cielo, convite este inicialmente recusado e posteriormente aceito, após Luisa receber uma desagradável notícia. Porém, tanto Julio quanto Tenoch não conhecem o caminho até a praia e nem mesmo se ela realmente existe, fazendo com que os três se aventurem em uma viagem onde inocência, sexualidade e amizade irão colidir.

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

O encantamento do momento!


É, aquelas estrelinhas, os passarinhos, trombetas e o diabo a quatro, aquele circo todo que é montado para que role a sedução do momento! É uma zorra! Não há quem não caia nas armadilhas das situações quando isso acontece. É a coincidência cruel da palavra certa no seu momento errado, quando está mais humano ou mais carente e aparece um abraço do nada, não da para negar!

Troca-se o certo pelo duvidoso! Quando pinta essa porra de encantamento é justamente isso que acontece! E se o lance for amor então aí que o bicho pega! O fulaninho ta ali naquela relação estável e nada tranqüilacom milhares de dores de cabeça e aí no momento da raiva... BUMMM!!! Surge o tal encantamento em forma de sorriso, a piscadela, aquele beijo, um abraço que aparece do nada e aí pronto, é hora de escorregar na casca de banana, algumas vezes de fato e outras só no pensamento mesmo, no desejo... fica aquela pontinha de pensamento latejando... nós estamos namorando há há X³ tempo, nos conhecemos há Y², o que já seria suficiente para que meu amor tivesse notado a única necessidade do momento! O TAL ABRAÇO! – como diz Ana Carolina, se não fosse o teu abraço eu compraria um moletom – mierrrda!!! Eu só precisava desse abraço agora... se! See! Seeeeeeeeeeee! &*()¨(&*¨(*&¨(*&%¨$%!!!!

Pois é, a sedução de momento é fato!! Mas e aí? A culpa é de quem sente, de quem da espaço para que aconteça ou de quem promove? Será que há culpa? Acho que culpa é coisa de relação desgastada... o tempo vai passando e as pessoas dão conta do quanto vivem dizendo a culpa é sua!!! Aí, em contrapartida para balancear retruca-se, não é tua!!!E ainda tem celebre frase “sempre minha!” Uhh, irritante! Não quero culpar, não quero ser culpado e também não sei como chegar nisso! Love or not Love is at the question!

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Lá vem aquele menino maluco que reclama de tudo.



Acho que deve ser assim que as pessoas comentam quando vou chegando em determinados lugares. Sou um porre de cliente, exijo perfeição em todo serviço que compro, não aceito meia boca não e reclamo, troco garfo no restaurante, solto piadinha para garçom destreinado, esbravejando no telefone com esses atendimentos, sou chato e não nego meu natural, quem achar ruim que venha aqui chup... ops, não era isso o que eu queria dizer...rs.

Voltando ao assunto, é engraçado como somos adestrados para não reclamar, o amigo fica com vergonha, a mãe da logo um safanão por debaixo do balcão e vem em seguida aquela palavra de conforto, "é assim mesmo, esse pessoal atende como se estivesse fazendo um favor", "não teve o devido treinamento" ou simplesmente, "olhe isso! Olhe ao seu redor... você esperava tratamento melhor aqui?" Ahh sim, eu sempre espero bom tratamento, pouco me importa se a mãe da balconista esta com câncer, se ela esta com cólicas ou se o filho esta com febre, no momento que estou ali, quero ser tratado como rei!

Todos deveríamos reclamar, por a boca no trombone, quanto mais reclamamos menos as pessoas se acostumam a prestar um serviço mais ou menos, essa coisa de meia boca ta por fora, o lance é justamente como como Katy Lúcia diz, “To pagâââno”. Faz parte dos princípios de cidadania exigir os direitos, tentar parecer superior a esse tipo de situação não faz de ninguém mais ou menos elegante. Reclamo mermo, a vida é minha e os pobrema é meu!

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Voltando das trevas e fedendo a enxofre!


Olha eu aqui, ressurgindo das cinzas, mas com as mãos cheias de brasas!

Pois bem, vou explicar exatamente o que aconteceu... há algum tempo descobri um lugar suuuper agradável para se ir aqui em Conquista, boa musica, bom ambiente, comida ate mais ou menos e um atendimento que ate então parecia impecável. Dando logo nome aos bois o tal lugarzinho (que agora ficou bem “zinho” mesmo aos meus olhos) é o La Forneria.

Depois de ir varias semanas seguidas, com amigos, colegas de trabalho, família, etc e etc chegou a sexta passada, dia 15, saí de casa todo animado para tomar meu espumante em uma noite quente, acompanhado de mais três amigos lá fomos (queimar na forneria do inferno)...

Ao chegarmos não fomos atendidos pelo mesmo garçom que costumava faze-lo, dessa vez foi um outro "rapazinho", como de costume pedimos um balde de cervejas, uma coca zero com limão, uma água mineral e uma garrafa de Salton, dez minutos depois chega o refi e o Salton e copos para cerveja, cerveja que eh bom nada, o garçom com cara de pateta nem sabia o que estava acontecendo, enquanto isso eu vejo um outro rapazinho com total despreparo abrindo a garrafa de espumante sem ao menos proteger a rolha com um guardanapo, para evitar acidentes, barulho e mesmo para não passar aquela mão no gargalo, sabe-se la o que ele estava fazendo e onde estava com a mão, depois dessa sexta-feira eu não duvido de mais nada, mas sim, depois de uns 10 minutos de espera pedi por misericórdia, para que o garçom servisse a cerveja e assim foi feito.

Papo vai, papo vem e o garçom n se dava ao trabalho de servir-nos, e eu com toda a paciência que tenho acabei fazendo esse papel algumas vezes, se bem que nem tenho muito do que reclamar, já que provavelmente ninguém se deu ao trabalho de mostra-lo que n se segura uma garrafa como uma galinha de quintal à beira do sacrifício. Minha vontade era gritar, vá dar comida Exu longe!!!

A noite passou, foi um balde de cerveja, dois, três e a minha segunda garrafa de espumante, o restaurante ficou vazio e resolvemos pedir a conta para não passarmos por deselegantes, porem estávamos de saída para um outro local que estivesse aberto ainda e eu tinha 80% da garrafa de espumante, resolvi leva-la e lá vem o cara com copos descartáveis na mão, onde já se viu?? Como se aquelas taças fosse de bacará. Me stressei feio e engoli minha chateação, mas para coroar a noite a conta veio com o valor errado e não pedimos correção, alem disso, depois do péssimo atendimento o garçom não se deu ao trabalho de devolver o troco.

Moral da historia, corram léguas daquele lugar que parece bonitinho mas que tem um péssimo atendimento e que a comida deixa um bocado a desejar!

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

ASÈ Ó!


Eu gosto dessa minha macumba institucionalizada, risos, foi quase isso o que Mi (aquela do Carmo...rs) disse quando olhou meu novo blog brega, ahh, o “ASÉ” não está mais nas minhas rotinas como esteve um dia, mas ainda está na minha fé, na minha pele, na hora do sufoco eu clamo pelo Orixá!

Não tenho certeza de que eu saberia viver aquela rotina, não tenho certeza de que hoje eu estaria disposto a ser iniciado novamente, não é um lance de fé ou coisas afins, é de disponibilidade mesmo, noção de sacrifício, essa coisa de abrir mão ta por fora, risos, eu quero é tudo e quero tudo sem engordar...rs.

Pois é, oportunidade pá falar do axé... vou por aqui o pedaço de um texto da “Mãe de Santo” Stela de Oxossi (Ode Kayode), Iyalorixa do Ile Axe Opo Afonjá, uma das casas mais antigas e respeitadas da Bahia, só para situar é o a casa do Finado Jorge Amado, Caribé, Pierre Verger e outras personalidades.

“No meio dos objetos traficados (os escravos) haviam jóias raras: Babalorixás e Iyalorixás. Estes sacerdotes, inteiros nas suas crenças, criaram a África no Brasil. Esta mágica, esta organização reestruturante só é possível de ser entendida se pensarmos no que é a iniciação , todo processo que implica e estabelece. A cana de açúcar do Senhor de Engenho era plantada por Iaôs recém saídos das camarinhas, dos roncós.
A força se espalhou, o axé cresceu e apareceu na sociedade sob a forma dos terreiros de candomblé (religião de negros yorubá como é definido no Dicionário de Aurélio Buarque). Era coisa de negros, portanto escusa, ignorante, desprezível e rapidamente traduzida como coisa ruim, coisa do diabo, bem e mal, certo e errado, branco e preto. Antagonismos opressores, sem possibilidades alternativas. O negro resolveu tentar agir como se fora branco, para ser aceito. Ele dizia:
- meu Senhor, a gente tá tocando para Senhor do Bomfim, seu Santo, nhô! Não é para Oxalá, quer dizer, Oxalá é o Pai Nosso, é o mesmo que Senhor do Bomfim. Sincretismo. Forma de resistência que criou grande onus, severas cicatrizes desfiguradoras. O processo social, a dinâmica é implacável. A imobilidade não se mantém. O filho do africano já dizia que não confiava em negro brasileiro (o sìgìdì, por exemplo, um encantamento de invisibilidade e criação de elemental, não foi ensinado). Muito se perdeu, a terra africana reduziu-se a pequenos torrões, o candomblé era eficaz; o Senhor procurava a negra velha para fazer um feitiço, para que lhe desse um banho de folha, lhe desse um patuá. Proliferação de terreiros. Massificação, turismo, folclore.”

“O candomblé é uma religião iniciática, mas nem todos iniciados são escolhidos para ocupar o cargo máximo dentro da religião que é o de babalorixá ou iyálorixá, após a iniciação que dura sete anos, 99% dos filhos permanecerão na Casa onde foram iniciados e apenas 1% terão a missão de abrir novas casas e assumirem essa responsabilidade que aos olhos de muitos é uma honra, mas que na verdade muitas vezes é um peso que poucos conseguem sustentar corretamente.

Não é só fazer a obrigação de sete anos e virar pai de santo ou mãe de santo, a coisa não é tão simples assim, o cargo não é uma escolha, não basta querer ser, precisa ter o dom e ser escolhido pelos orixás para ocupar esse cargo de tanta responsabilidade e ter competência para enfrentar todos os problemas que existem em função do cargo.”
(Jurema Oliveira)

Pois é e o axé é assim...rs, qualquer duvida liga aqui no meu celular que eu respondo.
Beijo! Me ligã!